» Intermodalidade-O fim da barreira social entre os operadores



A possibilidade de nos podermos deslocar entre dois pontos, com recurso a diversos meios de transporte com um único bilhete, bem que poderia fazer parte do imaginário de qualquer cidadão Português menos bem informado, até há bem pouco tempo. A intermodalidade chegou ao Porto, pela mão da TIP (Transportes Intermodais do Porto, ACE), empresa criada a 20 de Dezembro de 2002, pela Metro do Porto, STCP e CP Porto.

O objectivo deste Agrupamento de Empresas resume-se à criação de um tarifário único que pudesse ser partilhado por vários operadores dentro da Área Metropolitana do Porto, podendo ainda estender-se a outros distritos. Cabe-lhe ainda a missão de definir um modelo de partilha de receitas pelos vários operadores intervenientes assim como garantir a gestão de toda a plataforma de bilhética (desde a concepção do zoneamento, até ao fornecimento e manutenção dos validadores).



Vantagens

Permite percorrer a distância entre dois pontos utilizando o operador e o percurso que mais lhe convêm, sem que isso acarrete custos-extra;

Permite ter um só passe para vários operadores;

A interligação entre as empresas, fomenta a mobilidade e a redução dos tempos de viagem, através da correcta correspondência nos interfaces então criados;



Desvantagens

 

As desvantagens associadas a um tarifário único, multimodal e repartido por vários operadores, apenas são sentidas na óptica empresarial; pois representa regra geral uma perda de receitas. Esse decréscimo de receitas deveria ser compensado, a meu ver, pelas compensações indemnizatórias a atribuir pelo Governo pela prestação do serviço social. Refira-se que a existência do Passe Social é de importância vital para a sociedade em geral, pois contribui para a redução de emissões poluentes geradas a partir do transporte individual, alem de ajudar a reduzir os problemas de mobilidade e acesso às cidades. Há ainda que ter em conta que há que responder às necessidades de quem prescinde do transporte individual, pelas mais variadas razões, para as suas deslocações.


 

O que é o Andante ?

Andante é o nome atribuído ao título de transporte desenvolvido pela TIP (Transportes Intermodais do Porto, ACE), e que na génese designa a intermodalidade. O Andante dá-nos a capacidade de utilizar vários operadores de transporte, dentro de uma determinada área geográfica sem que tenhamos em cada um deles de adquirir o seu título de transporte.

 


 

Adesão

 

Actualmente são cerca de 30, as linhas STCP com duplo tarifário, 2 linhas exploradas em regime de concessão STCP-ETG (uso exclusivo do titulo Andante), 2 da Valpi Bus com duplo tarifário (permitindo servir o concelho de Valongo); 1 da Espírito Santo, 1 da Resende e uma linha da Maia Transportes. No Metro do Porto, o Andante é o único título de transporte válido e na CP Porto está disponível entre Valongo – Rio Tinto e Porto, nos urbanos da Linha do Douro; e entre Espinho - Vila Nova de Gaia e Porto na Linha dos comboios urbanos que circulam entre o Porto e Aveiro.

Para um futuro próximo, a STCP espera equipar todas as suas linhas com dupla tarifação (tarifário próprio da STCP e o tarifário intermodal Andante), assim como há planos da CP Porto para estender o título Andante a toda a sua rede.

 

 


 


Divisão Territorial


A rede andante encontra-se dividida em 46 zonas, estendendo-se pelos concelhos de Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Maia, Matosinhos, Porto, Valongo, Gondomar, Vila Nova de Gaia e Espinho. Na concepção do zoneamento, houve um cuidado especial, pois havia que respeitar os operadores privados que operam um pouco por todo lado, a fim de evitar uma drástica redução nas suas receitas com a adesão ao título intermodal; o que poderia inviabilizar o desempenho dos objectivos da TIP.

Poderá encontrar um mapa personalizado no site de apoio ao Andante.

 


 

Repartição de receitas

 

A TIP (Transportes Intermodais do Porto) coloca os equipamentos de bilhética à disposição dos operadores, sendo posteriormente cobrado 1 cêntimo por cada validação. Sobre a receita líquida para cada operador, incide ainda uma taxa de 2,5 por cento a favor da TIP, que se destina à aquisição e amortização dos equipamentos assim como a manutenção e operação do sistema.

A distribuição de receitas é feita ainda de modo aritmético. Se o utilizador adquire um titulo Z2 (85 cêntimos) e o usa unicamente num operador; então a totalidade desse valor reverte para esse operador. Por sua vez, se o utilizador adquire esse mesmo título e o utiliza para uma viagem de metro, e ainda para uma de autocarro (por mais curta que possa ser), os 85 cêntimos são repartidos pelos dois operadores. No futuro, a lógica da distribuição das receitas assentará numa fórmula de passageiro/zona e passageiro/quilómetro, pelo que é necessário que todos os autocarros disponham de validadores geo-referenciados (Este sistema permite saber em pormenor onde o passageiro embarca e desembarca em cada viagem, ficando essa informação armazenada na base de dados, permitindo posteriormente apurar a compensação a atribuir a cada empresa pela deslocação efectuada.). Actualmente a fórmula de calculo utilizada apenas de baseia no passageiro/zona.




A adesão ao bilhete intermodal tem cativado dia após dia, mais utilizadores. A STCP têm também contribuído para a sua propagação, através da adaptação progressiva de todas as carreiras aos dois tarifários. O Metro do Porto vai alargando o seu raio de acção através da construção e abertura de novas linhas e extensões.
Resta esperar pela adesão dos operadores privados para que a breve prazo, possamos deixar o velho e obsoleto passe em casa e usar um único cartão que nos abre a porta a todos os operadores que regularmente usamos! A intermodalidade veio decididamente para ficar!   


 


Glossário


TIP - Transportes Intermodais do Porto. É a empresa responsável pela instalação, gestão e manutenção da rede de bilhética sem contacto e que utiliza um tarifário base indiferenciado dos operadores.

Intermodal - Que permite a utilização por vários operadores, mediante a aquisição de um bilhete para determinada zona.

Bilhética - sistema integrado, que congrega vários títulos de transporte, ou um título de transporte que permite viajar em determinada zona.

Validadores - Sistema sem contacto, que regista e debita a viagem. É constituido por uma consola de côr amarela com um visor informativo, ligado a um comutador de zonas (que pode ser manual ou digital).

Zoneamento - Divisão geográfica do terreno, que vai indicar ao cliente o título a adquirir vai viajar em determinado percurso

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Por Leandro Ferreira

Actualizado a 17/09/2007


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