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A existência de um meio de transporte colectivo e público em Braga,
remonta a 1882; o Elevador do Bom Jesus entrara ao serviço, assim como
se davam os retoques finais para a criação de uma linha de caminho de
ferro a vapor que ligava o centro da cidade ao dito sistema.
Se em 1882, muitas cidades ainda não equacionavam a criação de um
sistema de transp ortes;
Braga foi desde sempre pioneira da concepção de
melhoramentos à mobilidade urbana. A sua história vai desde o
caminho-de-ferro a vapor até aos autocarros a gás natural; passando
pelos autocarros a diesel, carros eléctricos e os carismáticos
troleicarros.
Entre as primeiras experiências e os dias de hoje, os Transportes
Urbanos de Braga passaram por diversas fases. Até 31 de Janeiro de 1967
era o Município Bracarense quem tutelava a empresa, sendo que nesta
data foi fundada a SOTUBE em Guimarães. Quinze anos depois a empresa
voltava a ser tutelada pela Câmara, coincidindo com a transferência das
instalações para a Quinta de Santa Maria devido ao rápido
desenvolvimento da empresa e a consequente falta de espaço. Local onde
hoje permanece.
| 1882 | Ocorrem as primeiras experiências de ligação do
centro da cidade ao elevador do Bom Jesus através de um
caminho-de-ferro urbano movido a vapor | | 1914 | Como forma a responder ao aumento exponencial da
cidade; foi adoptada a instalação de carros eléctricos na cidade;
prevalecendo em simultâneo com os de tracção a vapor. | | 1948 | Nesta altura já a cidade tinha crescido além da
“viação eléctrica” e era necessário dotá-la de transportes públicos.
Foram adquiridos alguns autocarros; sendo assim uma das primeiras
cidades Portuguesas a dispor de idêntico meio de transporte. | | 1961 | Com
o intuito de reformar os carros eléctricos e
a degradação acentuada deste sistema; foram adquiridos na Alemanha um
conjunto de 9 troleicarros usados que circularam entre 28
de Maio de 1963 e 9 de Setembro de 1979. O carro-torre foi vendido a
Coimbra, onde ainda hoje permanece embora não faça parte da frota
activa dos SMTUC.
| | 1999 | Ano de mudança para os então criados TUB, EM –
Transportes Urbanos de Braga, E.M. (empresa municipal). A definição de
uma nova estratégia, estrutura organizacional e recursos humanos são
uma das metas da nova empresa | | 2000 | Braga é a primeira cidade do País a receber
autocarros movidos a gás natural. Com chassis MAN NL233 CNG e equipados
com carroçaria CaetanoBus City Gold permitiram abater algumas unidades
obsoletas e menos ecológicas. Os TUB dão assim o primeiro passo para a
melhoria das condições ambientais na área dos transportes. Hoje o
parque nacional de viaturas pesadas a Gás Natural ascende a cerca de
250 unidades distribuídas por várias empresas, com maior incidência na
STCP (com cerca de 200). | | 2003 | Em 2003 dá-se o efectivo reconhecimento de todo
o esforço desenvolvido. Desde a criação de novos abrigos, postos de
venda até ao redesenho da rede com a criação de circuitos urbanos e
turísticos culminam com a atribuição do Certificado de Qualidade NP EN
ISO 9001:9002. |
É inegável o esforço dos TUB na sua adaptação às novas rotinas dos
Bracarenses assim como a melhoria da qualidade dos seus serviços.
Contudo, há que atender que certas medidas que esta empresa desenvolve
só são possíveis graças à incorporação do Estado como accionista na
empresa ou quando inserida numa eficaz politica governamental de
incentivo às transportadoras. O cariz social assume um patamar
demasiado grande que dificulta a rentabilidade da empresa. Por vezes,
os resultados operacionais de algumas transportadoras são associados a
má gestão; contudo muitas vezes esquece-se que há horários em que os
autocarros andam vazios, circuitos cujo tráfego é reduzido, zonas onde
os corredores BUS tardam em chegar e fazem aumentar o número de
veículos necessários para cumprir o serviço, mas há uma necessidade
enorme em fazer chegar um meio económico, confortável e fiável de
transporte do centro até esses locais. Esta tem sido uma meta cada vez
mais importante na gestão dos TUB e que sem qualquer duvida, tem
cumprido na perfeição.
Os T.U.B. dispõem de uma especializada e dedicada secção de manutenção
que periodicamente analisa todas as viaturas e as adapta aos padrões
indispensáveis para a correcta prestação do serviço.
A idade média da frota situa-se nos 12 anos (ver tabela seguinte sobre
a frota), contudo, a frota de veículos a gás natural representa mais de
10% do seu parque, fazendo igualmente parte do parque dos TUB um
conjunto de 6 veículos híbridos adquiridos em 2002. Com estes veículos
consegue-se não só uma redução dos índices de poluição ambiental assim
como uma poupança no combustível e manutenção.
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Marca/Modelo | Ano de entrada ao serviço | Nº unidades | | | | | Magirus Iveco - STD
| 1981 | 21 | Magirus (automático)
| 1982 | 18 | |
Volvo B10R | 1980/1991 | 24 | | Volvo B10M Articulado | 1983/1991
| 13 | | Renault | 1994 | 5 | | Mercedes O405 | 1996 | 4
| | MAN NL233 CNG | 2000/2002 | 16 | | Mercedes Cito O520 | 2002 | 6
| | MAN 12.220 HOCL NL | 2003 | 5 |
- Frota dos T.U.B por modelos
Principais indicadores da Empresa:
Dimensão da Rede - 224 Kms
Área Servida - 62 Freguesias
Quilómetros Percorridos - 4.570.000
Passageiros Transportados - 22.556.000
Nº Veículos - 112
Numa análise mais completa ao Relatório e Contas (2004) concluímos que
cerca de 60% da receita é obtida através dos Passes Sociais. Este facto
aliado à necessidade de prestar um verdadeiro e completo serviço social
provoca desequilíbrios financeiros.
A ocupação média dos veículos situou-se (2004) nos 23,8%, sendo que a
velocidade comercial foi da ordem dos 20 Km/h. O decréscimo na procura,
associado a uma cada vez mais taxa de automóveis/habitante penalizam
gravemente o desenvolvimento e a melhoria dos serviços por parte dos
operadores; facto sentido em todas as empresas, com particular
incidências nas que prestam serviço urbano em grandes cidades.
A taxa de imobilização situa-se apenas nos 6 pontos percentuais (tendo
em conta que a frota ultrapassa pouco as 100 unidades) e cujo valor tem
vindo gradualmente a descer, em virtude da renovação da frota e do
seguimento de um elaborado trabalho desenvolvido pela Direcção de
Manutenção e Planeamento.
Serviço Social
Uma área que merece destaque pela sua importância e pelo facto de não
ser prática muito comum nas empresas, são as bonificações nos Passes
Sociais.
| | Bonificação | Nº Títulos |
| | | | Reformado e Terceira Idade | 75 % | 76.831 | | Jovem Munícipe | 25 % | 4.037 | | Estudante | 25 a 100 %
| 92.860 | | Deficientes e Acompanhantes | 100 %
| 387 |
Neste contexto foi atribuído um subsidio à exploração de 2.571.000 €,
que embora representa um esforço da Câmara no equilíbrio das contas e
esteja contemplado na parcela de "Prestação de serviços", não é
suficiente para cobrir os custos com o tipo de serviço efectuado.
Circuitos Urbanos e Universitário

Desde Outubro de 1998 que os TUB dispõe de um circuito que interliga o
centro de Braga ao pólo universitário. Esta linha nasceu da estreita
colaboração entre a empresa e a Universidade do Minho e tem como
objectivo transportar, em exclusivo, estudantes e funcionários da
Universidade do Minho.
A 4 de Maio de 2000 dava-se início à exploração de dois circuitos
urbanos, concebidos de forma a proporcionar transporte à população
residente nas urbanizações desprovidas, até então de autocarros.
Por Leandro Ferreira e Diana Pereira Actualizado em Fevereiro de 2006
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A TAP recebeu por três vezes, em 1970, 1973 e 1974, a Medalha de Mérito Turístico, pelos serviços prestados ao turismo português?
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