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» Motor Rotativo a Vapor
![]() » Resenha Histórica » A Turbina a Vapor » Os Seus Constituintes » O Seu Funcionamento » Sobreaquecimento e Reaquecimento » Regeneração » Output Resenha Histórica Com sensivelmente 130 anos de existência, o uso de turbinas a vapor de alta pressão em navios é de aplicação cada vez mais raro. Apesar do seu grande desenvolvimento e aperfeiçoamento ter chegado até aos dias de hoje, o lugar tem sido sucessivamente ocupado por motores Diesel lentos, nos navios mercantes, e médios ou rápidos, nos navios de passageiros e militares. Tiveram o seu auge no período que antecedeu a Primeira Grande Guerra, quando proporcionaram aos engenheiros muito mais poder que aquele disponível até então, e durante ambas as Grandes Guerras, onde grandes velocidades eram necessárias e as altas rotações de funcionamento uma mais valia. Gustaf De Laval, Charles Algernon Parsons e C. G. Curtis são considerados os mentores desta máquina. Desde o seu invento, na década de 1880, até aos dias de hoje, o seu conceito de funcionamento permanece praticamente inalterado, havendo contudo diversos melhoramentos visando o aumento do rendimento e diminuição das perdas energéticas. Foram também usadas nos grandes e ostentosos transatlânticos dos anos 1930, providenciando-lhes potências que chegavam aos 160 mil SHP [118,4 MW] e, depois da Segunda Grande Guerra, aos 240 mil SHP [177,6 MW]. Navio QUEEN ELIZABETH 2 no Tejo a 29 de Outubro de 2005. Construído em 1969 como navio a vapor, foi submetido, em 1986, a uma grande remodelação que visou, sobretudo, a substituição dos seus turbo-geradores a vapor por Diesel-geradores.
A título de curiosidade, os navios da Classe Olympic [classe de qual o TITANIC era o segundo de três navios originalmente idênticos] da Oceanic Steam Navigation Company [mais conhecida como The White Star Line devido ao seu emblema] eram navios "mistos", uma vez que tinham dois grandes motores alternativos a vapor que accionavam os hélices exteriores e uma pequena turbina a vapor [não reversível] para o hélice interior, enquanto que os rivais e mais velhos MAURETANIA e LUSITANIA da Cunard estavam já equipados com quatro turbinas de vante e duas de ré. A preferência da White Star por motores alternativos esteve relacionada com a fraca fiabilidade de uma tecnologia que ainda estava a dar os primeiros passos. Funcionavam ainda a baixas pressões e temperaturas [na ordem dos 15 bar e 250 ºC], enquanto que na actualidade atingem pressões de 300 bar e 600 ºC, tendo recebido um novo fôlego com o desenvolvimento dos navios nucleares, onde o mecanismo de aquecimento de água é um reactor nuclear e não uma caldeira.
Duas fotografias da casa da máquina do navio QUEEN ELIZABETH 2 antes conversão para Diesel-eléctrico em 1986. Na imagens à esquerda são visíveis os três grupos Turbo-geradores; na imagem à direita, o gerador de bombordo, seguido da caixa redutora e finalmente pela turbina. Fotografias de Clive Robertson protegidas por direitos de copyright. Nos dias de hoje, a turbina a vapor está a cair em grande desuso, não pela turbina em si, que possui um dos melhores rendimentos entre todas as máquinas térmicas, mas devido ao fraco rendimento e grande volume das caldeiras e à necessidade de grandes e pesadas caixas redutoras, factores de suma importância a bordo de um navio. Depois de equipar grandes e rápidos navios de passageiros, como o QUEEN ELIZABETH 2 ou o UNITED STATES, navios tanque VLCC e ULCC e navios militares, hoje em dia apenas são usadas a bordo de navios militares nucleares, descontando alguns navios cuja propulsão não foi, ainda, reconvertida, como o navio de cruzeiros MAXIM GORKIY. A grande maioria dos navios tanque movidos a vapor foi já abatida e os navios de passageiros originalmente a vapor que ainda navegam viram, na sua maioria, as suas turbinas substituídas por motores Diesel, como é o caso do já referido QUEEN ELIZABETH 2. Actualmente, a maior utilização das turbinas de vapor é produção de electricidade em centrais termo-eléctricas, como a central Termo-Eléctrica do Pego, perto de Abrantes.
Navio MAXIM GORKIY atracado no Terminal de Passageiros da Rocha. Construído também em 1969, ao contrário do QUEEN ELIZABETH 2 possuiu até ser desmantelado máquinas propulsoras a vapor. Um motor a vapor é uma máquina térmica que produz trabalho à custa da expansão do vapor, existindo sob dois tipos:
Os motores rotativos, ou turbinas, têm um movimento relativamente constante e rotativo em torno de um eixo, que está ligado indirectamente ao veio do hélice. Apesar de existirem estes dois modos bastante diferentes entre si de aproveitar a energia do vapor, ambos podem ser divididos em duas partes:
Pedro Baptista, Fevereiro 2008
Agradecimentos: |
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