» A Alta Velocidade Ferroviária em Portugal


O governo apresentou no passado dia 13 de Dezembro, no centro de congressos da FIL, o projecto português para a alta velocidade ferroviária.

Numa primeira fase, Portugal avança com a construção das linhas de alta velocidade ligando Lisboa ao Porto (linha exclusiva para tráfego de passageiros) e a linha Lisboa – Badajoz (linha para tráfego misto). Para o futuro ficaram as decisões finais sobre as ligações Porto – Vigo, Évora – Faro – Huelva e Aveiro – Salamanca, ligações consideradas importantes e não descartadas.

A linha Lisboa – Porto terá como estações intermédias Ota, Leiria, Coimbra e Aveiro, das quais Aveiro e Coimbra poderão ser as já existentes, uma opção ainda em análise. Também em análise estão questões como as estações centrais de Lisboa e do Porto, sendo praticamente certo que Lisboa terá mesmo uma nova estação. Igualmente em análise encontra-se a ponte Chelas – Barreiro, que sendo certo que é um projecto que tem que avançar, não se sabe ainda se será exclusivamente ferroviário, ou se será também integrado o trânsito rodoviário. Em todo o caso, a ponte servirá tanto para a alta velocidade ferroviária, como para todo o restante tráfego ferroviário que transite pela grande Lisboa, vindo ou indo para Sul.

O custo total, avaliado em mais de 7,1 mil milhões de Euros, já com custos de material circulante incluídos, equivale a dizer que cada um dos 520 kms a construir, será realizado por 13,6 milhões de Euros.

A primeira ligação a inaugurar, Lisboa – Madrid, sê-lo-á em 2013, ficando as capitais ibéricas separadas apenas por 2h 45min, o que permitirá aumentar a quota de mercado assegurado por ferrovia para 36%, próximo dos 42% do transporte privado, e muito à frente dos transportes aéreo, rodoviário e do caminho de ferro convencional.

Já a ligação Lisboa – Porto, a inaugurar em 2015, distanciará as cidades em apenas 1h 15min, tendo como resultado uma quota de mercado para a ferrovia de 32%, atrás do transporte privado (60%), e praticamente anulando os transportes aéreo e rodoviário.

Sendo, em grande medida, o futuro do transporte de passageiros em Portugal, e mais particularmente, por ferrovia, o Transportes XXI assegurará doravante uma cobertura ampla desta temática que influenciará decisivamente o desenvolvimento futuro de Portugal.


Texto e fotografia: João Cunha
Última actualização: 21 de Janeiro de 2006
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