António Valente | 25.04.2010
A operadora Rede Ferroviária Nacional lançou, no dia 19 de Abril de 2010, um concurso público internacional para a adjudicação de uma empreitada referente às obras complementares necessárias à introdução das linhas de alta velocidade Lisboa–Madrid e Lisboa–Porto na infra-estrutura ferroviária
convencional.
Estas intervenções, que irão ser levadas a cabo entre os quilómetros 10,183 da Linha de Cintura e 3,912 da Linha do Norte, vão ter um preço base de 6.005.682,67 euros e um prazo de execução de 365 dias de calendário.
As operações a serem levadas a cabo são as seguintes:
- Construção de uma passagem inferior rodoviária na Avenida Infante D. Henrique, entre as estações de Marvila e Braço de Prata, numa extensão de 161,95 metros, por forma a permitir a implantação das futuras linhas de alta velocidade, em bitola UIC;
- Construção de uma passagem inferior rodoviária na Avenida Infante D. Henrique, ao quilómetro 3,912 da Linha do Norte, entre as estações de Marvila e Braço de Prata, com uma extensão de 89,60 metros, de modo a alargar o canal ferroviário da Linha de Cintura e translação da via descendente da Linha do Norte;
- Implantação da primeira fase de uma passagem inferior rodoviária na Rua José do Patrocínio, ao quilómetro 10,183 da Linha de Cintura, por forma a permitir as duas vias da rede de Alta Velocidade, três vias da Linha de Cintura e duas vias da Linha de Braço de Prata;
- Construção de uma passagem inferior pedonal na Rua José do Patrocínio, no quilómetro 3,638 da Linha do Norte, de forma a desviar a circulação pedonal, que actualmente é efectuada pela passagem de nível ao quilómetro 3,593;
- Edificação de um restabelecimento na Rua José do Patrocínio, para ligação rodoviária e pedonal à Rua Quinta Marquês de Abrantes e à Avenida Infante D. Henrique, devido ao encerramento da passagem de nível ao quilómetro 3,593 da Linha do Norte, e ao rebaixamento do actual arruamento sob a Linha de Cintura;
- Demolição de várias construções na Rua José do Patrocínio e das instalações da Assistência Médica Internacional, incluindo muros de suporte, três edifícios afectos a infra-estruturas ferroviárias, armazéns e edifícios habitacionais, um edifício agrícola e várias oficinas e armazéns em condições precárias.