Rui Nunes | 20.06.2009

Estando o arranque da primeira empreitada previsto para meados de Agosto e sendo o encerramento do Ramal algo de inevitável, a Metro do Mondego informa que já iniciou os preparativos para o serviço de transportes alternativos tendo as propostas sido entregues às 3 Câmaras Municipais envolvidas, Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã. Em declarações prestadas, Álvaro Seco, presidente da Metro do Mondego revelou que: «Já submetemos às três Câmaras uma proposta de intervenções naqueles que vão ser os locais de paragem dos transportes alternativos rodoviários. A Lousã já nos respondeu e estamos à espera das outras respostas. Vamos fazer circuitos rodoviários alternativos que vão basicamente acompanhar o trajecto da linha da Lousã», explica o responsável e avança ainda que em alguns dos casos, não faz sentido ( e também não seria possível ) o serviço de substituição deslocar-se até aos apeadeiros, ficando a paragem na estrada mais próxima dos mesmos.
Para estes casos, Álvaro Seco refere que «não vamos despejar as pessoas para o meio da valeta», e que a Metro do Mondego está «a tratar não apenas de preparar os circuitos e os horários, mas também vamos fazer pequenos investimentos», investimentos esses que irão surgir sob a forma de paragens abrigadas assim como instalação de iluminação nas mesmas. O orçamento previsto para estas obras é de 150 mil Euros. «Não é um investimento gigante, mas é um investimento importante, porque não se tratam de serviços alternativos que vão durar 15 dias», refere Álvaro Seco, enfatisando a importância de um bom serviço alternativo: «não queremos que as pessoas abandonem o sistema, porque se as pessoas deixarem de usar os serviços alternativos, daqui a dois anos vai ser muito mais difícil convencê-las a voltar para o comboio. Por outro lado, as pessoas não têm que sofrer mais do que aquilo que é estritamente necessário. A intenção não é dar um serviço alternativo de luxo, mas é dar um serviço alternativo digno e com conforto razoável», explica.